quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Me apaixonei

Amo cada fio de cabelo
Amo o jeito do sorriso
Amo os lábios, nossa, Os lábios! Como são lindos...
Gostei da unha, nossa, como eu amo essa unha!
Eu me apaixonei pelo som do sorriso, pelo olhar brilhante que acredita, acredita em que?  Não sei, ele acredita, e acredita de um jeito lindo.
Me apaixonei por toda lágrima de amor, por toda dor por trás de um belo sorriso.
Me apaixonei por toda história. Apaixonei-me por cada centímetro, cada sentir meu. Cada saudade.
Me descobri imensa de saudade, saudade de mim, do meu amor, dos sonhos. Ah! Os sonhos... Que coisa bela.
O mais perto que cheguei dos sonhos foi em sono profundo, e me lembro de relances de uma história de amor. Quisera eu por obséquio dormir para sempre, só pra viver de sonho. Porque viver de realidade é pesado, pesado do tipo toneladas, é mecânico, do tipo robô programado, não é vida, não é surpresa, é rotina. Rotina que dói e machuca, sem graça.
Me apaixonei por toda beleza e por toda arte concentrada em mim: o olhar, o gesto, o falar, a graciosidade nas pequenas coisas.
Me apaixonei pelo jogar de cabelo, pelo mistério, pela solidão.
Sem perceber eu não sabia mais porque, por que sentir assim. Tudo tão forte dentro de mim.
Me faz viva o tilintar de um coração teimoso.
(Melhor que isso só se o meu teto fosse feito de estrelas)

E por poucos segundos me concentrei na batida do coração no pescoço. Foi a melhor melodia que já ouvi. Melodia de um coração teimoso e perverso, um coração apaixonado.



Apaixonei-me pela vida que traz arte.
Apaixonei-me pela arte que traz vida.